quarta-feira, 24 de março de 2010

Fiquei pensando no que você disse domingo, se tivéssemos nos conhecido antes, o aniversário seria a segunda vez que nos viríamos, como será que estaríamos agora? Acredito que, se tudo começasse diferente, talvez não estivéssemos aqui. Agradeço muito por ter ido para aquele aniversário, por estar lá no momento certo, no momento em que eu te vi pela primeira vez. A primeira vez que vi aquele menino que puxou meu braço e eu o empurrei grosseiramente, mas, ao mesmo tempo, meus olhos, involuntariamente, buscavam você, percorrendo todo o espaço, eles procuravam você, que não era um desconhecido. Eu já sabia quem você era por ouvir falar, e até fui acusada do que não fiz, mas deixei de me importar tanto porque sempre tive minha consciência limpa quanto aos fatos. E, aos poucos, nos aproximamos, não nos víamos muito, mas as conversas sempre foram longas. Certo dia, você me contou sobre uma menina que você estava gostando e eu me senti estranha ao ouvir isso, senti algo que eu nunca havia sentido antes e nem sabia o que era aquilo, mas eu sabia que o momento do dia que eu mais esperava era quando conversaríamos mais uma vez e isso foi se tornando parte da minha vida, da minha rotina. Então passamos a conversar quase que diariamente, mesmo nos vendo tão pouco. Halloween do Fisk (2008), foi a minha comprovação, eu sabia que você estaria lá, mas não imaginava o que poderia acontecer. Quando cheguei, ouvi: "Olha Brenda alí!", mas não sabia quem tinha gritado meu nome. Depois de um tempo vi você, uma, duas, três, quatro, e ver aquilo me fazia mal, eu não entendia, não compreendia porque eu tinha ficado daquele jeito vendo você com várias outras meninas. Depois de muito tempo, você foi falar comigo e eu fui grossa, sem entender também porque estava daquele jeito. Fui para casa e pensei, mas eu continuava sem entender o que estava acontecendo comigo, já imaginava o que poderia ser, mas não aceitava, não me permitia, então, passei a ignorar e fugir da idéia de gostar de você desse jeito, mas a vontade de você era maior a cada dia. Eu tinha medo, medo de que você estivesse brincando comigo, medo de gostar de você. Com o passar do tempo, você começou a me colocar contra a parece, por ser tão fria e não deixar transparecer meus sentimentos. Você começou a me mostrar que eu não deveria ter medo do que eu sentia porque era melhor tentar do que viver imaginando como teria sido e, graças a isso, hoje, estamos aqui. Já recuamos, já brigamos, já passamos por muita coisa, já chegamos à iminência do fim, e então nos juntávamos e transfomávamos aquele aparente ponto final em vírgulas, reticências e exclamações. Assim vivemos e estamos vivendo, nunca fomos aquele casal perfeito, nem vivemos naquele conto de fadas que ouvem por aí, fizemos e estamos fazendo a nossa história, com erros, acertos, defeitos e qualidades, fazendo cada capítulo ser único e inteiramente nosso. Não escrevemos o ponto final exatamente porque o céu é o nosso limite, eu só queria que você soubesse que, com você, eu vou até o fim.
"Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas, tudo isso, não tem valor, sem ter você. Sem você, nem o som da mais linda melodia, nem os versos dessa canção irão valer. Nem o perfume de todas as rosas é igual a doce presença do seu amor. O amor estava aqui, mas eu nunca saberia do que um dia se revelou quando de te vi."

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