sábado, 27 de fevereiro de 2010

"Ela é uma menina legal, tem um papo bom, e quando não está com as maluquisses é até uma boa companhia.", "Ele não ama você!". Foram essas palavras que ficaram cercando a minha cabeça na tarde e na noite dessa sexta-feira, uma confusão começou a surgir e eu comecei a me sentir enganada. E então eu me perguntei, qual a necessidade que ele teria de mentir para mim por tanto tempo? Porque? Creio eu, que ele não precisa disso, mas se não é mentira, porque me falariam isso? No início, eu realmente achei que não fosse verdade, mas então comecei a acreditar no que ele me dizia, comecei a acreditar nas palavras dele, e agora, depois de tanto tempo, depois de tudo o que passamos, outra pessoa vem e me diz que tudo o que ele falou eram mentiras. Em que eu vou pensar? Em quem eu vou acreditar?
Estou confusa, não em relação aos meus sentimentos por ele, mas em relação à própria relação. Busquei, por muito tempo, não escutar o que os outros opinavam sobre ele, não ouvir a maneira com que os outros o caracterizavam, porque eu acreditava nele, confiava nele, acreditava que comigo seria diferente, que como ele mesmo dizia, ele sentia uma coisa diferente por mim. E eu acreditei, eu acreditei nas palavras, no olhar, no simples gesto que fosse, eu acreditei. Ele sempre me disse que eu podia contar com ele para tudo que eu precisasse e eu realmente podia, porque acho que tanto para mim quanto para ele, nós éramos muito mais que ficantes cujos laços não são resistentes, pelo menos, para mim, ele sempre foi muito mais que isso, ele sempre foi muito mais que o casual.
Essa semana foi triste, triste porque me falaram tanta coisa, me induziram a pensar em tanta coisa, e conseguiram plantar a dúvida em minha cabeça. O que eu fico pensando agora, é que do mesmo jeito que eu posso pensar sobre os sentimentos dele por mim, ele também pode estar com dúvidas em relação ao que eu sinto por ele. E isso não é errado, porque algumas de minhas atitudes podem realmente fazer com que apareça esse tipo de dúvida, então fiquei pensando no que eu poderia fazer para mudar isso, e percebi que sou orgulhosa, mas já engoli tanto o meu orgulho arriscando, tentando, já engoli tanto o meu orgulho percebendo que eu sofreria bem mais longe de dele. Na verdade, já deixei muitas vezes de falar que o amava por pensar que ele já sabia disso, e sabe, mas eu comecei a falar sempre, nunca esperando uma resposta, porque eu sempre soube que o que eu sentia por ele, era maior do que o que ele sentia por mim, mas nunca, eu nunca impus nada a ele, até porque não tenho o direito de fazer isso.
Me falaram: "Você é idiota, ele já está tão acostumado a ouvir que, para ele, é indiferente, você é só o passatempo dele, o brinquedinho dele, ele só não lhe falou a verdade ainda porque deve ter medo de te machucar.", me falaram isso e eu não acreditei, e não acredito, porque tudo me leva a acreditar nele sendo que ele não tem necessidade para me usar como um "brinquedinho", pra que ele faria isso? Porque ele faria isso? Eu não acredito que ele seja capaz de fazer isso, eu não acredito que ele tenha sustentado uma mentira por tanto tempo, até porque para alguém brincar com os sentimentos de uma outra pessoa de uma forma tão intensa, é necessária muita frieza, e a pessoa que eu conheci e por quem eu me apaixonei, não era nem um pouco fria ou indiferente.
Podem falar horrores, mas custa para mim acreditar que tudo foi mentira, que tudo não passou de uma brincadeira sem sentido, que nada, nenhuma palavra, nenhuma conversa, que nada foi sincero. E é tão difícil aceitar isso tudo, porque eu sempre acreditei nele, sempre acreditei no que ele me dizia, mesmo sabendo que podia ser verdade ou não, eu acreditava sim que era verdade, e por sempre acreditar nele, já fiquei por muitas vezes sem saber em que acreditar porque em certos momentos ele me mandava esquecê-lo, e pouco tempo depois dizia que me amava e que era um sentimento diferente do que ele já havia sentido, e quando eu perguntava a ele em que eu deveria acreditar, ele sempre me respondia que eu não deveria duvidar dos sentimentos dele, e é por isso e por amá-lo tanto que eu não sei em que acreditar.

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